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segunda-feira, 21 de março de 2022

O retorno de aluno para a escola deve ter um acolhimento diferente permeado com receptividade, diálogo e estimulação...

A Aprendizagem e o Recomeço

A decisão de retomar os estudos é algo marcante na vida do aluno adulto pois envolve vários aspectos que levam este público a temer ou adiar este momento por muitas razões. No caso dos alunos da EJA (Educação de Jovens e Adultos) ela é significativa pois muitos trazem consigo, uma história de privação de acesso à Educação por razões econômicas e ou sociais e por vezes também um histórico de fracasso escolar decorrente de problemas de aprendizagem que impactam diretamente na decisão de voltar para a escola e aprender.

Assim, o retorno de aluno para a escola deve ter um acolhimento diferente permeado com receptividade, diálogo e estimulação para que o aluno se sinta como parte do ambiente escolar e tenha na figura do professor, um referencial de acesso e mediação do conhecimento.

O ambiente escolar deve valorizar e respeitar a diversidade e a pluralidade de sujeitos característica da escola de adultos adotando condutas que tenham a flexibilidade e adequação necessária considerando as especificidades do alunado da EJA.

A postura do docente da EJA deve ser de acolhida, compartilhamento dos saberes e sintonia com as demandas de seu grupo sempre com: diálogo, escuta atenta e propostas metodológicas que proporcionem a aprendizagem ativa e  transformadora por parte dos alunos.

O processo de aprendizagem na EJA é construído diariamente por meio de uma atividade educativa contextualizada e trabalhada de maneira reflexiva e interpretativa.

O objetivo da aprendizagem do aluno adulto possui uma conotação formativa indo além do aspecto informacional, ou seja, o aluno adulto aprende para aplicar os conhecimentos na sua vida cotidiana de maneira prática.

Desta forma, podemos afirmar, que a aprendizagem do aluno adulto acontece a partir do momento em que este decide recomeçar os estudos.

O recomeço da atividade educativa na EJA é um ponto de partida que deve ser encarado como uma nova oportunidade de ter acesso ao conhecimento. Nesta etapa, o saber é enriquecido com a maturidade da vida trazendo a perspectiva de transformação individual e coletiva.

Recomeçar é dar mais uma oportunidade e acreditar que tudo pode ser melhorado e a realidade transformada e por isso caminha junto com a aprendizagem.

Mônica Lobo de Athayde - Pedagoga do CEEBJA Prof. Ronilce A. G. Mainardes


sexta-feira, 26 de junho de 2020

"...é preciso considerar a história de vida do aluno como um ponto de partida..."

O professor da EJA como um mediador do conhecimento


O professor na prática da atividade pedagógica, possui um papel muito importante de mediação entre o aluno e o conhecimento. Assim as suas atitudes, comportamentos e principalmente as suas ações, podem facilitar, incentivar e motivar o seu aluno fazendo do processo de aprendizagem, algo muito significativo e transformador.

Neste sentido, o convívio professor e aluno é uma condição de aprendizagem onde ambos aprendem mutuamente mediatizados pela realidade.

No caso dos alunos da Educação de Jovens e adultos (EJA) é preciso considerar a história de vida do aluno como um ponto de partida, onde por meio de atividades dialógicas e vivenciais busca-se a construção dos saberes com reflexão e questionamento tendo uma dimensão crítica do conhecimento.

É preciso que o professor tenha clareza da intencionalidade da sua ação pedagógica para formar um aluno sujeito com o acesso ao saber e não somente a informação, uma vez que a construção do saber é o que irá incluir o seu aluno na sociedade.

Para tanto, a criatividade e autonomia na construção do currículo deve considerar e respeitar as diferenças, a pluralidade e questionar, problematizar a realidade a fim de fazer a mediação do conhecimento.

O planejamento da atividade educativa na realidade da EJA demanda primeiramente o conhecimento da sua realidade, pesquisa em diferentes fontes, diversificação metodológica e acima de tudo, um professor consciente e comprometido com o seu papel de educador mediador.

O professor da EJA atua em realidades que indicam a necessidade de ser e atuar como um mediador do conhecimento onde por meio de um encontro democrático e afetivo ele possa contribuir para a formação de sujeitos capazes de fazer uma leitura consciente da realidade para participar da sociedade.

Mônica Lobo de Athayde
Pedagoga do CEEBJA

quarta-feira, 27 de maio de 2020

A ação do professor da EJA deve ser de acolhida para entender as dificuldades e necessidades de seus alunos e proporcionar-lhes acesso ao conhecimento de maneira significativa.

Educação acolhedora na Educação de Jovens e Adultos.(EJA)


A Educação tem na sua essência, um sentido humanitário e transformador e por isso, vai muito além da transmissão de conteúdo.

No caso da Educação de Jovens e Adultos, a interação e a relação professor e aluno quando bem conduzidas, podem dinamizar e enriquecer o ensino e consequentemente melhorar a aprendizagem.

Neste sentido, o professor da EJA ao fazer o planejamento de suas aulas, precisa começar procurando conhecer a sua turma, identificando as características, demandas, fragilidades para buscar as metodologias mais adequadas e efetivas para a sua prática educativa.

É certo que além da metodologia de trabalho, é fundamental também estabelecer um canal de comunicação com os alunos onde o respeito e o acolhimento devem estar presentes.

O aluno da EJA precisa sentir na atividade educativa, dignidade e respeito elementos que contribuirão para a sua evolução e superação dando-lhe condições para buscar a sua autonomia por meio da construção do conhecimento com a medição do professor.

Assim a ação do professor da EJA deve ser de acolhida para entender as dificuldades e necessidades de seus alunos e proporcionar-lhes acesso ao conhecimento de maneira significativa.

Neste contexto, a EJA requer uma Educação ampla, contextualizada, problematizada visando uma formação crítica e de qualidade para o seu alunado.

Quanto mais o professor de EJA for receptivo para esta Educação acolhedora e aberto para ouvir o seu grupo, melhores serão os resultados da sua atividade que além de respeitar o aluno o estimulará a superar-se.

A participação dos alunos da EJA no processo educativo precisa ser valorizada e intensa para gerar a troca de saberes e vivências o que trará resultados positivos compartilhados tanto pelo educador quanto pelo educando.

Não podemos esquecer que a atividade educativa é um caminho de duas mãos e por isso é importante refletir e ressignificar a prática educativa para torná-la cada dia mais acolhedora, relevante e transformadora!

Mônica Lobo de Athayde Pedagoga do CEEBJA 

terça-feira, 14 de agosto de 2018

A contextualização dos conteúdos bem como a reflexão crítica devem ser elementos norteadores da prática educativa na EJA...

O que ensinar para o aluno da EJA – Educação de jovens e Adultos? 


Todo o aluno independentemente da sua modalidade de ensino, quando procura a escola, possui uma expectativa de aprendizagem.

Muitas vezes quando esta expectativa de aprendizagem não é atendida, isto deixa o aluno insatisfeito e desmotivado o que pode levá-lo a abandonar a escola por não encontrar um sentido para a sua aprendizagem. Assim são frequentes questionamentos pelos alunos do tipo: Por que estou aprendendo este conteúdo? Onde vou usar este conhecimento?

O professor de EJA atento a esta realidade, precisa organizar com cuidado e critério a ação educativa a partir de objetivos claros conhecendo o seu público a fim de saber para que e para quem ele vai ensinar.

Desta forma, o planejamento e a organização das aulas na EJA são fundamentais para uma Educação de qualidade.

Os conteúdos programáticos e a metodologia de ensino devem estar em sintonia com as demandas dos seus alunos indo além de uma educação informativa e compensatória para preencher lacunas de aprendizagem.

O aluno da EJA chega á escola com uma trajetória anterior muitas vezes marcada pelo fracasso escolar o que impacta no desenvolvimento da sua aprendizagem. Por outro lado, este aluno possui potencialidades desconhecidas por ele além de uma necessidade muito grande de aprender para viver e participar da sociedade, buscar um emprego ou até mesmo para mantê-lo.

Assim, muito além dos conteúdos o aluno da EJA deve ser preparado para construir o seu conhecimento com autonomia e protagonismo.

A fragmentação e a superficialidade no tratamento dos conteúdos devem ser evitadas para não esvaziar a formação dos alunos.

A contextualização dos conteúdos bem como a reflexão crítica devem ser elementos norteadores da prática educativa na EJA a fim de reforçar o caráter transformador da educação.

Neste sentido, o aluno da EJA precisa de propostas de ensino que sejam formativas, abrangentes e inclusivas a fim de prepará- lo para uma participação social mais efetiva e transformadora.

Texto: Mônica Lobo de Athayde Pedagoga do CEEBJA
Ilustração e foto Professor Edino Spada

quinta-feira, 24 de maio de 2018

"...é importante ter na escola, um ambiente democrático onde haja espaço para que todos possam: refletir, falar e serem ouvidos."

Aprendizagem e autonomia na Educação de Jovens e Adultos

A aprendizagem é um processo dinâmico cuja construção de conhecimentos resulta na mudança de comportamento e para tanto, o seu conteúdo deve ser significativo e a sua prática educativa transformadora.

No caso da Educação de Jovens e Adultos, o aluno chega à escola com um repertório de vivências positivas ou não que precisam ser: reconhecidas e respeitadas, pois elas influenciam e impactam o seu processo de aprendizagem.

O docente de EJA atento para tal realidade precisa ser um mediador e encontrar tanto no seu discurso como na sua prática, um ponto de equilíbrio e coerência.

Assim, o discurso da educação de jovens e adultos deve ser permeado pelo diálogo amplo e receptivo e a sua prática, contextualizada e reflexiva a fim de proporcionar ao aluno, condições de protagonismo e autonomia.

A formação de alunos mais conscientes e críticos da realidade precisa ser construída buscando na transformação pessoal as bases para uma atuação cidadã.

Ocorre que para acontecer o desenvolvimento de alunos mais independentes, além das práticas educativas mais criativas e transformadoras é importante ter na escola, um ambiente democrático onde haja espaço para que todos possam: refletir, falar e serem ouvidos.

A qualidade da educação e do ensino são aspectos relevantes e tem muito a ver com o tipo de cultura que a escola desenvolve. Desta forma é preciso rever como os processos de aprendizagem são desenvolvidos, as metodologias e o currículo verificando se estes estão preparando o aluno da EJA para ser um conhecedor e agente transformador da sua realidade.

Cabe ao docente de EJA por meio de uma prática educativa significativa, orientar o seu aluno para que ele seja sujeito da sua história, reconheça as suas potencialidades e busque o seu espaço na sociedade a partir de uma participação social mais efetiva com autonomia.


Mônica lobo de Athayde
Pedagoga do CEEBJA

Foto: Edino Spada - Imagem cedida por Mônica Lobo de Athayde, Elma Giane Assueiro Carneiro e Sidinéia Vaz de Lima.

quinta-feira, 5 de abril de 2018

"...ensinar não se limita a transmitir mecanicamente conhecimentos, pois se trata de um processo de formação do indivíduo..."







Metodologia de ensino na EJA: buscando o melhor caminho

Pensar a Educação na EJA num sentido mais amplo é estar diante do inadiável desafio de ensinar alunos adultos, tornando-os sujeitos do seu processo de construção do conhecimento.

A busca de uma prática educativa que além do acesso á informação confira autonomia e participação social cidadã aos alunos, requer uma ampla reflexão, ações planejadas, bem como, abertura para mudanças.

Assim, ao revermos como educamos, retomamos os nossos objetivos enquanto educadores, mas também, nos deparamos com problemas que são recorrentes na Educação tais como: a evasão escolar onde destacamos o importante papel da ação do professor para reverter esta situação implementando metodologias adequadas para os alunos que estimulem e qualifiquem a sua aprendizagem .

A análise do processo de ensinar e aprender na EJA demanda uma investigação mais profunda a fim de buscar as causas para os problemas de aprendizagem e os melhores caminhos para um ensino de qualidade.

Muitas vezes o professor na sua prática diária devido a falta de metodologias de ensino adequadas, compromete a qualidade do ensino contribuindo para o fracasso escolar.

Para o professor tudo começa com o conhecimento da sua realidade, perfil da turma, demandas e dificuldades para a partir deste quadro referencial, planejar e projetar os caminhos a serem percorridos para ensinar.

Cabe ao professor, conhecer a sua realidade e buscar o desenvolvimento de metodologias de ensino mais ativas e contextualizadas a fim de conferir significado àquilo que ensina aos seus alunos e assim obter melhores resultados.

Ressaltamos que ensinar não se limita a transmitir mecanicamente conhecimentos, pois se trata de um processo de formação do indivíduo e da sua capacidade de construção do conhecimento e para tanto, é preciso acreditar naquilo que se faz.

Mônica Lobo de Athayde
Pedagoga do CEEBJA
Texto elaborado pela Pedagoga Mônica Lobo de Athayde. 
Fotografia, edição e postagem por Edino Spada 

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

"...o professor da EJA, este precisa refletir sobre o papel da educação para o aluno adulto, considerando que o mesmo traz consigo, uma história de vida muitas vezes marcada..."

O professor da EJA e a responsabilidade de

educar 


A Educação é um importante e amplo processo pelo qual passamos ao longo de nossas vidas seja no âmbito social, familiar ou escolar.

Educar envolve a responsabilidade de contribuir para a formação de pessoas o que vai muito além da mera transmissão de conteúdos.

No caso do professor da EJA, este precisa refletir sobre o papel da educação para o aluno adulto, considerando que o mesmo traz consigo, uma história de vida muitas vezes marcada por dificuldades e problemas pessoais e de aprendizagem que devem ser reconhecidas pelo professor na elaboração do seu planejamento de trabalho.

O professor da EJA quando tem um olhar mais abrangente e atento para o seu aluno, pode captar as suas demandas e necessidades e oferecer ao mesmo, metodologias adequadas que façam da sua aprendizagem algo significativo e produtivo.

Para tanto, é fundamental que o professor da EJA tenha um perfil profissional que o possibilite uma prática educativa que respeite o aluno adulto e as suas especificidades além de contribuir para o seu crescimento pessoal e educacional.

Sendo assim, educar implica em responsabilidade e compromisso social por parte do professor.

O professor da EJA consciente do seu papel de mediador age de maneira compreensiva e equilibrada, considerando as vivências e experiências de seus alunos, a fim de evitar a evasão e o fracasso escolar.

Neste sentido, a relação entre professor e aluno deve ser de acolhimento, diálogo e confiança onde o docente reconhece os saberes que os educandos possuem e os relaciona com a realidade por eles vivida com os conteúdos escolares.

A valorização dos alunos e o seu acolhimento pelo professor favorecem para que a aprendizagem ocorra de forma segura estimulando o aluno a reconhecer as suas potencialidades, bem como, o encoraja e estimula a enfrentar novos desafios.

Assim, a postura do professor da EJA é de reflexão sobre a sua atuação em sala de aula, construindo conhecimento a partir da sua prática pedagógica, mas também de receptividade e abertura para a mudança com dedicação e comprometimento com os seus alunos.

Na Educação na EJA é fundamental acreditar na capacidade de aprender de cada um, para o resgate da autoconfiança visando à formação do cidadão com protagonismo e participação social.

Mônica Lobo de Athayde
Pedagoga do CEEBJA

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sexta-feira, 7 de julho de 2017

"...para que a Educação resulte na transformação individual e social, exige um olhar mais humanizado e solidário...

Thayse Yoshizawa e Maria Eduarda

Por uma Educação solidária na EJA


A escola é um espaço de diversidades, mas também de conflitos e de possibilidades concretas para o desenvolvimento de práticas educativas libertadoras, inclusivas e capazes de promover mudanças em pessoas.



A Educação proporciona a formação social do sujeito e para tanto, trabalha sobre princípios e valores.

Entretanto, para que a Educação resulte na transformação individual e social, exige um olhar mais humanizado e solidário sobre o ensinar e o aprender.

Neste sentido, o desenvolvimento adequado do processo ensino aprendizagem na EJA, representa uma valorosa oportunidade de atender às demandas desta modalidade por meio de uma formação escolar transformadora voltada para a cidadania.




















Assim, o conhecimento precisa ser construído e refletido coletivamente através da troca e do compartilhamento o que dá mais sentido e significado para o mesmo.

Neste sentido, a solidariedade é um importante princípio que trabalha a formação humana das pessoas, visando a sua integração e a harmonia de suas relações sociais.

Na Educação de Jovens e Adultos a solidariedade deve estar presente buscando a cooperação e a participação social consciente por meio de uma didática inclusiva que propicie o acesso e o desenvolvimento do conhecimento, gerando novas perspectivas e possibilidades aos alunos.

Cabe aos professores da EJA na sua atividade educativa, a disponibilidade para buscar as metodologias mais efetivas para promover a formação de pessoas autônomas e íntegras.

Para tanto, é preciso criar um ambiente escolar positivo com diálogo onde a aluno possa participar, fazer escolhas, expressar-se, ter responsabilidade interagindo com as pessoas com respeito e cooperação.

Assim, cooperar é também juntar e compartilhar solidariamente os saberes e práticas de alunos e professores que estão presentes na EJA.

Marya Eduarda e Thayse Yoshizawa
A solidariedade precisa ser pensada como uma ação coletiva, planejada e construtora de uma nova consciência e postura diante das demandas da sociedade. Por isso, é necessário incentivar a solidariedade na Educação e nas relações sociais a fim de preparar as pessoas para individualmente e coletivamente transformar, mudar, participar do contexto social onde vivemos.



Mônica Lobo de Athayde
Pedagoga do CEEBJA



Thayse Yoshizawa e Marya Eduarda, que ilustram o artigo de Mônica, são respectivamente: neta de Dirce Ribas e filha de Larissa Franciely, ambas são agentes educacionais no CEEBJA e autorizaram o uso destas fotos. Nossos agradecimentos.

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sexta-feira, 17 de março de 2017

"... quando pensamos nos alunos da EJA, consideramos que se trata de um grupo com especifidades que precisam ser conhecidas e respeitadas pelos professores.

Mônica Lobo de Athayde
Pedagoga do CEEBJA
A importância de conhecer o perfil do aluno da EJA.

A efetividade da atividade educativa está relacionada á sua capacidade de atender da maneira mais plena ás demandas e anseios do grupo a que se destina.

Assim, quando pensamos nos alunos da EJA, consideramos que se trata de um grupo com especifidades que precisam ser conhecidas e respeitadas pelos professores.

O professor da EJA traça o perfil da sua turma e a partir daí, busca ampliar as suas habilidades por meio de intervenções pedagógicas adequadas e embasadas teórica e tecnicamente pela formação continuada.

Neste sentido, a formação continuada do professor da EJA deve considerar a ampliação de aspectos como: a comunicação, relação interpessoal e liderança, a fim de criar um ambiente positivo para o desenvolvimento do processo ensino aprendizagem.

Sobre a comunicação, esta é fundamental na abertura de caminhos para a troca e a construção dos conhecimentos por meio do diálogo constante e participativo.

A relação interpessoal na EJA além de considerar a diversidade e pluralidade sócio- cultural dos alunos, busca no respeito e no acolhimento de todos, a inclusão acadêmica e social do aluno.

O professor da EJA enquanto líder é uma referência significativa para os seus alunos e isto demanda por parte do mesmo, uma postura inspiradora e comprometida com o crescimento do seu aluno.

Por isso é importante para o professor da EJA buscar formas para conhecer os seus alunos, suas histórias e necessidades para posteriormente, planejar a atividade educativa de forma mais produtiva e coerente.

A educação deve garantir ao aluno da EJA o amplo acesso ao conhecimento e contribuir efetivamente para a sua transformação pessoal e social. Para tanto, é preciso acreditar nas possibilidades que todos possuímos e garantir uma educação de qualidade capaz de preparar verdadeiros cidadãos e agentes das transformações que tanto sonhamos...

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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

...as expectativas fazem parte da nossa vida de maneira constante, mas será que pensamos sobre as expectativas e os seus impactos?

Expectativas sobre a Educação na EJA

Quando pensamos no significado do termo expectativa, estamos diante do desafio de algo que está por vir o que nos deixa por vezes ansiosos, mas também esperançosos.
Neste sentido, as expectativas fazem parte da nossa vida de maneira constante, mas será que pensamos sobre as expectativas e os seus impactos?
Sobre a Educação para jovens e adultos, as expectativas tanto para o aluno como para o professor, estão relacionadas com o significado para ambos do que representa aprender e ensinar.
O aluno na EJA traz consigo uma bagagem de vivências e espera aprender para: reconstruir a sua trajetória de aprendizagem, superar obstáculos, descobrir potencialidades e a partir daí, buscar novas e melhores possibilidades para a sua vida pessoal e profissional.
Ocorre que geralmente o aluno adulto independentemente da sua história de vida e consciente dos desafios a serem enfrentados, valoriza a oportunidade de aprender, projetando expectativas positivas sobre o seu futuro.
Mas as expectativas do aluno muitas vezes são colocadas á prova devido ás suas dificuldades de aprendizagem e problemas pessoais que podem levá-lo até mesmo a desistir da educação formal.
Assim é importante que a educação na EJA reflita e trabalhe sobre as dificuldades de aprendizagem dos alunos, visando a sua superação por meio da educação de qualidade e da confiança.
O aluno adulto mais confiante em si e na sua capacidade de aprender tem expectativas mais positivas que o motivam a persistir e prosseguir.
Ocorre que o professor da EJA que conhece e respeita as características do aluno adulto, tem as suas expectativas focadas na formação dos mesmos, Para tanto, ele está voltado para ensinar e compartilhar o conhecimento com o objetivo principal de transformar as pessoas.
Assim cabe ao educador, por meio do diálogo e do reconhecimento da sua realidade educacional, buscar alternativas e caminhos que conduzam o aluno no processo de aprendizagem com autonomia, criticidade e qualidade.
As intervenções pedagógicas devem garantir aos alunos, o pleno acesso ao conhecimento  histórico e socialmente construído e a participação social. Por isso, a atividade educativa pressupõe ação!
Desta forma, as expectativas com relação à EJA bem como as ações decorrentes da mesma  serão muito mais efetivas e terão um impacto social relevante.

Certamente uma comunidade escolar com expectativas positivas sobre a Educação pode promover a real transformação das pessoas e da sociedade.

Mônica Lobo de Athayde
Pedagoga do CEEBJA

segunda-feira, 4 de julho de 2016

No caso dos alunos da EJA a transformação acontece á medida em que o aluno se apropria dos conhecimentos e estabelece relações entre o que aprendeu e as suas necessidades e aspirações.

A Educação transforma as pessoas


O processo educativo vai além da transmissão de conhecimentos uma vez que contribui para o processo formativo das pessoas e gera ações transformadoras individuais e coletivas para a sociedade.

O acesso ao conhecimento socialmente construído, as metodologias de ensino cada vez mais interativas aliadas às novas tecnologias, tornam a aprendizagem um processo enriquecedor e ágil contribuindo para a formação de cidadãos.

A dimensão transformadora da Educação está no fato de que ela é uma alavanca para as mudanças sociais tendo no ser humano o seu agente de transformação.

No caso dos alunos da EJA – Educação de Jovens e Adultos a transformação acontece á medida em que o aluno se apropria dos conhecimentos e estabelece relações entre o que aprendeu e as suas necessidades e aspirações.

Desta forma, ele sente-se preparado e estimulado para agir, participar e transformar.

Por isso, as práticas educativas para o aluno adulto, devem ser contextualizadas e trabalhadas em sala de aula de maneira crítica e questionadora, considerando a prática social dos alunos e suas necessidades sociais e culturais a fim de instrumentalizá-los prática e teoricamente.

O diálogo entre professor e aluno deve ser aberto e constante para que na troca de informações e vivências, ambos possam construir o conhecimento e buscar novas possibilidades de ação.

Na sua preparação para ensinar, o professor da EJA deve ser criterioso e receptivo a fim de perceber as demandas do seu público e buscar as melhores formas para atendê-las estabelecendo ao ensinar uma sintonia com o aluno.

Assim, ao percebermos e fazermos acontecer o processo educativo com mais efetividade e comprometimento social, estaremos contribuindo para o desenvolvimento de uma Educação capaz de subsidiar a transformação da realidade por meio da participação social ativa.

Uma sociedade mais justa com cidadãos conscientes do seu papel e devidamente preparados para tal, por meio de uma Educação transformadora e de qualidade certamente trará os resultados e a realidade que esperamos para todos.
Mônica Lobo de Athayde
Pedagoga do CEEBJA
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CEEBJA 30 ANOS

COMPROMISSO COM EDUCAÇÃO DE QUALIDADE

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segunda-feira, 23 de maio de 2016

Dialogando na Educação de Jovens e Adultos todos podem aprender

O diálogo é um aspecto importante no processo de ensino aprendizagem que requer uma atenção especial por parte dos educadores, pois ele representa de maneira prática, a acolhida e o compartilhamento que devemos ter com os alunos.

No caso da Educação de Jovens e Adultos, o diálogo entre professor e aluno pode constituir-se num elo para aproximá-los, por meio da troca de ideias, bem como, transformá-los a partir dos conhecimentos compartilhados.

Entretanto o aluno adulto, muitas vezes busca no diálogo com o professor, muito mais do que aquisição de informações, mas também apoio e referências para a sua vida.

Assim, a mediação e o incentivo do professor por meio do diálogo, são referenciais para o crescimento pessoal do aluno e a superação das suas dificuldades.

Neste sentido, é fundamental que o professor da EJA se prepare para dialogar, adote uma postura aberta, receptiva, aprenda a ouvir atentamente o seu aluno a fim de captar no seu discurso, as suas necessidades para supri-las e tornar a experiência do diálogo uma troca enriquecedora para ambos,

Aprender a dialogar pressupõe ouvir e falar o que implica numa postura ativa, mas respeitosa. Para tanto, o diálogo precisa ser participativo com indagações e mediações que estimulem os seus interlocutores a falar, refletir, trabalhar com as diferentes opiniões além de relacionar os conhecimentos assimilados com a sua vida cotidiana visando uma participação social cidadã.

É preciso incentivar o aluno adulto a expressar-se sem receios, respeitando a sua diversidade cultural sem discriminações ou preconceitos, valorizando as suas contribuições frutos da sua história de vida.

O diálogo além de aproximar as pessoas, dinamiza a Educação, promove a reflexão, desenvolve a capacidade crítica nos alunos contribuindo para a sua conscientização e autonomia. Desta forma, o aluno adulto vivencia uma forma de ensino transformadora e passa a construir o seu percurso de aprendizagem utilizando as suas potencialidades.

Dialogando as questões são tratadas sob diversos e diferentes olhares e falas e isso permite uma visão mais ampla e uma aprendizagem mais significativa.

A informação quando trabalhada de uma maneira dialógica, torna-se mais representativa porque é discutida e não imposta.

Por isso é fundamental a adoção de metodologias na EJA que favoreçam o diálogo a fim de conhecer o seu aluno e oferecer ao mesmo, um processo de ensino onde todos possam aprender com a qualidade que tanto queremos e precisamos!

Mônica Lobo de Athayde
Pedagoga do CEEBJA


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CEEBJA 30 ANOS

COMPROMISSO COM EDUCAÇÃO DE QUALIDADE

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terça-feira, 26 de abril de 2016

Aprender é uma trajetória onde errar e acertar são momentos que fazem parte da caminhada.

Acertar e errar faz parte do processo de aprendizagem.


Fotografia: Edino Spada
Aprender é uma trajetória onde errar e acertar são momentos que fazem parte da caminhada. 

Na escola o aluno quando está em processo de aprendizagem, é orientado para buscar o acerto, as notas altas, pois estas simbolizam o seu êxito na aprendizagem, mas e quando o aluno erra...

Ocorre que a postura e a ação do professor na escola diante do acerto e do erro fazem uma grande diferença.

Errar faz parte da vida e do processo de aprendizagem e por isso não devemos nos culpar ou punir por errar, mas refletir sobre os erros e prosseguir fazendo novas tentativas, com o objetivo de avançar.

Neste sentido, o erro pode contribuir para o crescimento pessoal e acadêmico desde que ele seja conduzido pelo professor de maneira construtiva.

Desta forma, tanto o acerto como o erro contribuem de alguma forma para a construção do processo de aprendizagem, agregando experiências.

O aluno adulto a despeito de ter uma história de vida cheia de acertos e erros, quando se vê diante das suas dificuldades de aprendizagem, pode demonstrar vergonha e medo de errar sentindo-se frustrado e desestimulado para continuar a estudar.

O professor da EJA atento às necessidades do aluno adulto, ao planejar e refletir sobre a sua prática pedagógica, necessita acolher o seu aluno e de maneira criativa, estimular a sua participação, bem como, a discussão sobre os conteúdos onde acertando ou errando o aluno reflita sobre as suas escolhas e seja sujeito do seu processo de aprendizagem.

A postura do professor da EJA quando acolhedora e colaborativa, seguida por uma prática pedagógica ativa e adequada para o aluno adulto, torna o processo de aprendizagem mais motivador e participativo.

Por isso, a aprendizagem é um processo desafiador que vai alem da superação dos erros, pois ela resulta na mudança de comportamento e na transformação pessoal e social.

É este aluno sem medo de errar, confiante nas suas potencialidades e consciente do seu papel na sociedade que precisamos formar nas escolas. 
Assim, as pessoas ao buscar os seus sonhos irão acertar e errar, mas nunca devem desistir de aprender com os erros e acertos.

Mônica Lobo de Athayde
Pedagoga do CEEBJA


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CEEBJA 30 ANOS

COMPROMISSO COM EDUCAÇÃO DE QUALIDADE

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