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terça-feira, 18 de abril de 2023

Uma ferramenta essencial para a educação atual. Através dela o professor e o aluno estão conectados com o mundo.

Laboratório de Informática

Desde março / 2023, mais precisamente no dia 10, o laboratório de informática teve a sua reestruturação atualizada.

Com novos computadores recebidos da SEED (Secretaria Estadual de Educação), num total de 21 que assim foram distribuídos: 18 para o laboratório de informática, 2 para a sala dos professores e 1 para a sala de recursos. Todos foram montados pelo Professor Edino Spada e estão conectados a rede educatron.

O laboratório de informática é uma ferramenta essencial para a educação atual. Através dela o professor e o aluno estão conectados com o mundo em suas pesquisas e atividades.

Aparelhos novos e conexões que não falham, não são apenas boas ferramentas, mas com certeza, são estímulos que elevam a vontade de trabalhar e estudar, bem como motivam ainda mais toda comunidade escolar em seus afazeres.

Além dos novos computadores o laboratório possui netbooks (os verdinhos) que auxiliam os professores e estudantes em sala de aula; duas televisões conectadas com a rede educatron auxiliando as aulas dentro do laboratório; duas mesas para trabalhos escritos ou similares. 

O ambiente tem ar condicionado (uma das promessas feita pelo diretor Geraldo Solak, quando assumiu o cargo, sendo uma das primeiras medidas em sua gestão) e isso não poderia faltar no "Laboratório de Informática do CEEBJA".

Vale aqui ressaltar que sempre foi requisitado pelo NRE (Núcleo Regional de Educação) para cursos e outros devido a organização e cuidados dispensados ao mesmo. Além disso também, "Exames On-Line" são realizados aqui para aqueles com situações diferenciadas e peculiares, devido o trabalho, entre outras, que não puderam estudar e ainda tem determinadas dificuldades.

A grandiosidade  desse espaço, vai além, pois oferece um curso de digitação para quem é interessado em digitar mais eficientemente, conhecer melhor o mundo da informática e da internet. Alguns casos merecem ser destacados, porém num outro momento. As aulas são ministradas voluntariamente pelos Professores Edino Spada e Geraldo Solak.

Por isso tudo, e muito mais, é de suma importância e relevante para toda comunidade "ceebjiana" ter e manter esse instrumento para nossa educação!


Texto elaborado e publicado por Edino Spada. Fotos: Edino Spada. Também publicado no instagram (acesse aqui) e no grupo do facebook (acesse aqui)

 




 

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

O RETRATO DA ESCOLA

Breve Histórico

Partindo de um levantamento do grau de escolaridade da população de nosso município principalmente na área fabril, foi considerado que uma alta porcentagem da população não detinha apropriação dos conhecimentos relativos ao ensino fundamental, pelos mais diversos motivos. 

Isto posto, um grupo de professores, liderados pela Profª Maria da Piedade Solak, preocupados com a não qualificação desta população para o mercado de trabalho cada vez mais exigente e competitivo, buscou uma solução que revertesse tal situação ofertando uma escola que oportunizasse frequência compatível com o turno de trabalho, valorizasse a experiência pessoal com conteúdos afetos a ela e respeitasse o ritmo individual de aprendizagem.

Assim, em 03 de março de 1986, iniciavam-se as atividades do NAES – Núcleo Avançado de Estudos Supletivos de Telêmaco Borba, com oferta do Ensino Fundamental Fase II e Exames de Equivalência (referente ao Ensino Fundamental Fase I). Para atender a crescente demanda, constatada por meio de Exames de Equivalência, o NAES passou a ofertar estudos correspondentes ao Ensino Fundamental Fase I. 

Através de uma segunda pesquisa, foi verificada a necessidade de se oferecer a essa população o Ensino Médio, indispensável não só para aqueles que tinham por objetivo o Ensino Superior, mas também para os que precisavam ingressar ou permanecer no mercado de trabalho. Foram várias as denominações da escola: NAES ( Núcleo Avançado de Estudos Supletivos), CES (Centro de Estudos Supletivos), CEAD (Centro de Educação Aberta, Continuada, à Distância), CEEBJA (Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos), que levou o nome Profª Ronilce Aparecida Gallo Mainardes, em homenagem à importante professora do município. 

Hoje o CEEBJA Profª Ronilce A. G. Mainardes está localizado na Avenida Presidente Kennedy, 900, atende a uma população amplamente diversificada e distribuída não só na região central, bem como nos bairros, zona rural e municípios vizinhos, ofertando Ensino Fundamental Fase II e Ensino Médio, num total de aproximadamente 970 alunos. 

Além da oferta de ensino fundamental e médio, na sede, nos períodos da tarde e da noite, o Ceebja está ainda presente nos municípios de Curiúva, Imbaú e Ventania com as APEDs (Ações Pedagógicas Educacionais Descentralizadas). 


As Tecnologias

O CEEBJA possui uma relação com as TDICs que busca o desenvolvimento da cultura digital por meio do acesso democrático às tecnologias. A tecnologia hoje está cada vez mais presente na vida das pessoas, seja nas casas, nas empresas ou clubes,uma vez que a sociedade como um todo está informatizada a partir de diferentes tipos de mídias como: rádio, TV, telefone, vídeo, computador e Internet tornam-se potenciais disseminadores de culturas, valores e padrões sociais de comportamento. Cada vez mais o ser humano devido à sua dinâmica de vida interage com os recursos eletrônicos, que passam a coexistir no dia a dia de todos. 

Entretanto, o acesso às tecnologias não é feito de maneira igualitária, desta forma, a sociedade tem uma grande dívida social com boa parte da população de baixa renda. A inclusão social dessa parcela da população brasileira precisa de políticas públicas afirmativas que se reflitam no resgate da cidadania e dos jovens e adultos que, por motivos diversos, não tiveram a oportunidade de concluir seus estudos na idade adequada. Num mundo cada vez mais informatizado, ignorar a exclusão de determinados grupos sociais do processo de informatização é relegá-los a um processo de expansão da exclusão social e ampliação do quadro de desigualdades existentes em nosso país. 

As desigualdades digitais reproduzem e reforçam as existentes na sociedade brasileira. A inclusão digital nada mais é do que a possibilidade de acesso dos cidadãos de uma sociedade às tecnologias de comunicação e informação, que incluem, entre outras, os computadores e serviços de internet. Mas a Inclusão digital é também simplificar a sua rotina diária, maximizar o tempo e as suas potencialidades. 

Um indivíduo incluído digitalmente não é aquele que apenas utiliza essa nova linguagem, que é o mundo digital, para trocar e-mails, mas aquele que usufrui desse suporte para melhorar as suas condições de vida. Incluir digitalmente, não significa apenas disponibilizar tablets, computadores e outros recursos tecnológicos às pessoas, mas fazer com que as utilizem de uma forma produtiva e transformadora, de forma que implique na melhoria das condições de vida dessas pessoas. É fundamental ainda que a inclusão digital volte-se também para o desenvolvimento de tecnologias que ampliem a acessibilidade para usuários com deficiência. 

Dessa forma, toda a sociedade pode ter acesso a informações disponíveis na Internet, e assim produzir e disseminar conhecimento. 

Neste sentido, o ano de 2017, está sendo desenvolvido um Projeto de Inclusão Digital que objetiva contribuir para o exercício da cidadania proporcionando aos alunos da EJA, o acesso e o domínio dos recursos tecnológicos disponíveis na escola. A capacitação dos alunos da EJA dentro do Projeto de Inclusão Digital é feita a partir do desenvolvimento de noções básicas de informática utilizando para tal, os recursos tecnológicos como uma ferramenta pedagógica. O projeto também busca a requalificação profissional dos alunos ampliando a sua formação escolar e inserindo-os no mundo digital.

Neste sentido, as atividades propostas buscam exercitar a potencialidade dos alunos no que diz respeito ao raciocínio lógico, aspectos cognitivos e de memória contribuindo para a sua educação digital. 

Observou-se no decorrer do projeto que houve um aumento da auto estima e a confiança por parte do aluno da EJA devido ao uso do computador e de outros instrumentos digitais. 


As Tecnologias e o PPP

No regimento escolar não existe até o momento nada especificamente relacionado ao uso de tecnologias e no Projeto Político Pedagógico, o uso das tecnologias está contemplado no Projeto de Inclusão Digital e no Projeto Conectados 2.0 do qual o CEEBJA participa no corrente ano. 


O Uso das Tecnologias

No CEEBJA temos um laboratório de informática que esporadicamente é utilizado pelos alunos para participar de atividades de pesquisa programadas pelos professores. Os professores utilizam os computadores do laboratório de informática durante a hora atividade fazendo pesquisas e preparando atividades que são incluídas nos seus PTDs ( Planos de Trabalho Docente). 

Temos o blog da escola que permite o acesso e o conhecimento das atividades desenvolvidas, bem como , conteúdos complementares para os alunos além da comunicação via whatssap com a formação de grupos entre professores e alunos e grupos institucionais. 

Acreditamos que dentro da nossa estrutura, estamos criando canais de acesso e comunicação para o coletivo escolar visando uma utilização mais ampla e educativa das tecnologias. 
Observa-se que o movimento pela implementação das TDICs ainda estão em fase inicial, ou seja, precisa ser sistematizado no regimento interno da escola e também no PPP, pois observamos que sua utilização por professores e alunos ainda é limitada. 

Em relação aos alunos ainda não foi realizada uma pesquisa para aprofundar acerca do uso da internet, porém, observamos uma grande demanda na sua utilização, pelo número de inscritos no curso de inclusão digital, onde muitos apresentam grandes dificuldades na utilização desses recursos. 

Em relação à equipe diretiva observa uma utilização mais frequente desses recursos, especialmente no que se refere á facilidade de comunicação e realização de tarefas administrativas. 
A escola tem incentivado a formação continuada para uso das TDIC, o que está explicitado no plano de ação 2016/2019, havendo tratativas junto ao NRE para a oferta de cursos nesse sentido. 

O uso de tecnologias, mais frequentes na escola, são o laboratório de informática, filmes e vídeos. 

Apresentaremos o blog da escola, pela visibilidade e importância no aspecto pedagógico, pela possibilidade de abertura de espaço para debates e transparência das ações da escola.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

O CEEBJA na linha do tempo

Em 1986 foram iniciadas as atividades do NAES (Núcleo Avançado de Ensino Supletivo) com oferta de Ensino Fundamental - Fase II e exames de equivalência. Sito a Av. Samuel Klabin, 286. E em 1992, no mesmo local, inicia-se a oferta de Ensino Fundamental - Fase I


Foto atual do local onde foi estabelecido o NAES em 1986 - Subindo à lateral o acesso pela porta protegida por todo.









Em 1994 ocorreu a primeira alteração de endereço. O NAES se estabelece à Av. Paraná, 845 onde permanece até o ano de 2000.


Foto atual do local onde sitou-se por 4 anos, ao lado, hoje, é sede do NRE - Núcleo Regional de Educação.




Neste meio tempo, ocorreu, em 1996, a transformação de NAES para CES - Centro de Estudo Supletivos e dois anos depois a denominação alterou para CEAD - Centro Estadual de Educação Aberta, Continuada à Distância. Neste mesmo ano, 1998, houve o reconhecimento do Ensino Fundamental FASE II e início da oferta do Ensino Médio.



No ano de 2000 mudou-se para Rua Guarani, 525, anexo ao CEPV - Colégio Estadual Presidente Vargas; com a nova denominação: CEEBJA - TB, permanecendo por dois anos. Neste período ocupava também as salas da UEPG - Universidade Estadual de Ponta Grossa - Campus de Telêmaco Borba. Na foto acima o bloco das dependências administrativas e pedagógicas e nas fotos abaixo as fachadas do CEPV e UEPG e o bloco de salas usado para aulas. 



Em 2002 mais uma mudança, dessa vez foi para Rua Curitiba, s/nº - sede da antiga Escola de Aplicação, anexo ao CEWK - Colégio Estadual Wolff Klabin; onde permaneceu por 8 anos. Dentro desse tempo, em 2006 cessou-se a oferta de Ensino Fundamental Fase I e em 2011 foi alterado o nome para CEEBJA Professora Ronilce Aparecida Gallo Mainardes.

















A última alteração de endereço foi em 2014 para Av. Presidente Kennedy, 900. Neste local com instalações definitivas.


Setor administrativo

Salas de aula da atual sede
















A nova sede possui 6 salas de aulas, e ainda ocupa outras 6 salas (durante o período noturno) da Escola Municipal ao Lado, Leopoldo Mercer. Possui banheiros masculinos e femininos com acesso para cadeirante; pátio/refeitório; cozinha e depósito para merendas; laboratório de informática; secretaria, ampla sala para professores, além de salas para pedagogas e direção!

Nos 31 anos de existência do Colégio, em todas as suas denominações e endereços o que sempre prevalece é a qualidade da educação, o compromisso de todos envolvidos, com dedicação e muito amor!

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Inclusão digital na EJA

Alunos que fazem parte do projeto em aula de digitação
Esta postagem consta sobre o projeto de Inclusão Digital na EJA, elaborado pelo professor Geraldo Solak , Diretor do CEEJA Professora Ronilce Aparecida Gallo Mainardes.


Objetivo geral

Desenvolver ações de inclusão digital de forma a contribuir para a construção do exercício da cidadania através do domínio dos recursos tecnológicos disponíveis para alunos da EJA.

Objetivos específicos


  • Desenvolver nos alunos da EJA noções básicas de informática;
  • Capacitar os alunos da EJA para utilização dos recursos tecnológicos como ferramenta pedagógica;
  • Instrumentalizar os alunos da EJA para buscar uma requalificação profissional melhorando sua formação escolar;
  • Criar condições necessárias para a equalização através da manuseio de computadores;
  • Promover a inserção dos alunos da EJA no mundo digital;
  • Exercitar a potencialidade do aluno da EJA no raciocínio lógico utilizado pelo computador;
  • Desenvolver aspectos cognitivos e de memória;
  • Desenvolver ações de educação digital junto aos alunos da EJA;
  • Desenvolver a auto-valorização e a confiança do aluno da EJA no uso do computador e de outros instrumentos digitais.



Justificativa

Ao analisar os indicadores sociais, econômicos e educacionais do Brasil percebe-se que a sociedade tem uma grande dívida social com boa parte da população de baixa renda. A inclusão social desse parcela considerável da população brasileira precisa de políticas públicas afirmativas que se reflitam no resgate da cidadania e na equalização dos jovens e adultos que, por motivos diversos, não tiveram a oportunidade de concluir seus estudos na idade adequada.

Sem dúvida alguma a inclusão digital concomitante com a inclusão educacional, seja pela alfabetização ou melhoria dos níveis de escolarização em geral, devem contribuir significativamente para o resgate da cidadania.

Devemos entender a Inclusão digital, como uma ferramenta para melhorar as condições de vida de uma determinada região ou comunidade com ajuda da tecnologia. Incluir digitalmente, no entanto, não significa apenas disponibilizar tablets, computadores e outros recursos tecnológicos às pessoas, mas fazer com que as utilizem de uma forma produtiva e transformadora, de forma que implique na melhoria das condições de vida dessas pessoas.

Num mundo cada vez mais informatizado ignorar a exclusão de determinados grupos sociais do processo de informatização é relega-los a um processo de expansão da exclusão social e ampliação do quadro de desigualdades existentes em nosso país.

Por outro lado, a inclusão digital pode contribuir para amenizar o impacto negativo determinado pela exclusão criada no plano físico e socioeconômico e, que invariavelmente, num efeito cascata acaba se verificando também no campo virtual do ciberespaço, que se apresenta na atualidade como um instrumento de mudança das bases relacionais da sociedade.


Descrição do público alvo

O público alvo do programa é composto basicamente de alunos jovens e adultos, entre 16 e 80 anos, donas de casa, trabalhadores e segurados do INSS em busca de requalificação profissional. São pessoas que por motivos diversos não tiveram a oportunidade de frequentar a escola na idade regular e buscam através da educação a equalização na educação como forma de resgate da cidadania.


Resultados esperados

- Melhora no desempenho escolar ao desenvolver habilidades voltadas para a realização de pesquisa de outras atividades pedagógicas.
- Aumento nos indicadores sociais dos alunos assistidos pelo programa.
- Melhora no currículo facilitando a entrada no mercado de trabalho.
- Adquirir da habilidade de utilização adequada da internet e suas ferramentas.



Referencial teórico

A inclusão digital no Brasil caminha a passos lentos, ainda há muito por fazer, conforme você pode verificar de acordo com a reportagem abaixo, publicada em 08 de agosto de 2007.

As desigualdades digitais reproduzem e reforçam as existentes na sociedade brasileira.

Essa é a principal conclusão do Mapa das Desigualdades Digitais, de autoria do sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, publicado pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (RITLA), em parceria com o Instituto Sangari e o Ministério da Educação. Em 2005, apenas 14,7% da população brasileira de 10 anos ou mais possuía acesso a internet em casa.

Mas a distribuição territorial aponta desigualdade: este índice pode chegar a 4,5% em Alagoas, 2,1% no Maranhão, contra 31,1% no Distrito Federal.

Em relação ao uso da internet em qualquer local, a média nacional é de 21,1% da população de 10 anos ou mais. Alagoas e Maranhão apresentam, respectivamente, 7,6% e 7,7% de acesso, e o Distrito Federal registra 41,1% de índice de uso da rede a partir de qualquer local.

Apenas 2,1% da população de 10 anos ou mais pertencente a classes sociais mais baixas frequentou um centro gratuito para navegar na rede, contra 10,5% que usou em domicílio, 8,3% no trabalho, 5,4% na escola e 4,6% em centros pagos.

A tecnologia hoje esta cada vez mais presente na vida das pessoas seja nas casas, nas empresas ou clubes, sendo que a sociedade como um todo está de tornando informatizada de forma que os diferentes tipos de mídias como rádio, TV, telefone, fax, vídeo, computador e Internet tornam-se potenciais disseminadores de culturas, valores e padrões sociais de comportamento. Cada vez mais o ser humano cria dependências pelos recursos eletrônicos, que passam a coexistir no dia a dia de todos.

Aqueles que de certa forma ficam a margem desse processo podem tornar-se os analfabetos do futuro constituindo-se em indivíduos incapazes de será o indivíduo que não souber decifrar a nova linguagem gerada pelos meios de comunicação.

As novas gerações já estão sendo introduzidas no universo tecnológico disponível nas suas mais diferentes formas, enquanto que, outra parcela da população de adultos de algumas classes sociais tem esse acesso limitado ao uso do celular apenas, o que tem mostrado suas dificuldades em entender a nova linguagem e em lidar com os avanços tecnológicos até mesmo nas questões mais básicas como os eletrodomésticos, celulares, caixas eletrônicos instalados nos bancos, compondo assim uma demanda significativa de iletrados em Informática, ou analfabetos digitais, em todas as áreas da sociedade.

Para Pierre Lèvy (2001: 51) “o ciberespaço será o centro das atividades econômicas, culturais e sociais, tendo a Internet como vetor de reorganização da sociedade que surge para além da cidade física”. Portanto, distâncias geográficas seriam diminuídas com ganhos sociais e de participação na economia que as novas tecnologias possibilitariam, inclusive à parcela excluída da população. No entanto, as exclusões criadas nos planos físico e socioeconômico também se verificam no campo virtual do ciberespaço que ora se institui e muda as bases relacionais da sociedade.

Inclusão Digital nada mais é do que a possibilidade de acesso dos cidadãos de uma sociedade às tecnologias de comunicação e informação, que incluem, entre outras, os computadores e serviços de internet. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas (2003) este acesso pode ser dividido em três tipos: acesso ao capital físico (computador, periféricos etc.), capital humano (aulas de informática, educação básica etc.) e capital social (internet e outras formas de associativismo). Assim, para que a inclusão digital seja completa e sustentável é preciso que o cidadão se aproprie das tecnologias de informação de forma ampla, consciente e autônoma.

Para Bonilha (2007), num país como o Brasil a inclusão digital é fundamental para o desenvolvimento das mais diversas áreas do conhecimento, pois percebe-se que a sociedade revela também uma grande desigualdade de acesso à informação por parte de uma parcela significativa da população e principalmente o acesso as tecnologias da informação, são os chamados excluídos digitais.

De acordo com o sociólogo espanhol Manuel Castells “um excluído digital tem três grandes formas de ser excluído". Primeiro não tem acesso à rede de computadores. Segundo, tem acesso ao sistema de comunicação, mas com uma capacidade técnica muito baixa. Terceiro, (para mim é a mais importante forma de ser excluído e da que menos se fala) é estar conectado à rede e não saber qual o acesso usar, qual a informação buscar, como combinar uma informação com outra e como a utilizar para a vida. (BONILHA, 2007).

Esta é a mais grave porque amplia, aprofunda a exclusão mais séria de toda a História; é a exclusão da educação e da cultura porque o mundo digital se incrementa extraordinariamente. Inclusão Digital é a democratização do acesso às tecnologias da Informação, de forma a permitir a inserção de todos na sociedade da informação.

Inclusão digital é também simplificar a sua rotina diária, maximizar o tempo e as suas potencialidades. Um incluído digitalmente não é aquele que apenas utiliza essa nova linguagem, que é o mundo digital, para trocar e-mails, mas aquele que usufrui desse suporte para melhorar as suas condições de vida.

Segundo Oliveira (2001), a implantação de uma proposta de inclusão digital, depende de três instrumentos básicos que são: o computador, acesso à rede e o domínio dessas ferramentas pois não basta apenas o cidadão possuir um simples computador conectado à internet que iremos considerar ele, um incluído digitalmente.

É fundamental ainda que a inclusão digital volta-se também para o desenvolvimento de tecnologias que ampliem a acessibilidade para usuários com deficiência. Dessa forma, toda a sociedade pode ter acesso a informações disponíveis na Internet, e assim produzir e disseminar conhecimento. 



Conteúdos básicos

Introdução à informática: o computador, ligando, desligando, teclado, mouse entre outros afins.
Sistema Operacional: introdução; área de trabalho; menus e atalhos; minimizando; maximizando e fechando; iniciando uma aplicação; pasta; desligando o computador.
Editor de texto; digitando; digitalizando; colar; copiar; barra de ferramenta; criando documentos;
barra de menu; barra de rolagem;
Internet / e-mail: introdução: aprender a utilizar o navegador; os principais serviços da internet; navegando na internet; e-mail; criando uma conta de e-mail; enviando mensagem.


REFERENCIAS

RONDELLI, E. Quatro passos para a inclusão digital. Sociedade Digital, Ano 1 – N°5, 2003. Disponível em: <http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/5/4passos.htm>. Acesso em: Agosto de 2012.
LÉVY, Pierre. A conexão planetária: o mercado, o ciberespaço e a consciência. São Paulo: Editora 34, 2001.

BONILLA, MHS., and OLIVEIRA, PCS. Inclusão digital: ambiguidades em curso. BONILLA, MHS., and PRETTO, NDL., orgs. Inclusão digital: polêmica contemporânea [online]. Salvador: EDUFBA, 2011, pp. 23-48. ISBN 978-85-232-1206-3. Available from SciELO Books <http://books.scielo.org>.

OLIVEIRA, Paulo Cezar. Resignificações da inclusão digital: interfaces políticas e perspectivas socioculturais nos infocentros do Programa Identidade Digital. 2007. 178 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade Federal da Bahia, Salvador. 2

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Semana da Internet Segura

O laboratório de informática recebeu no dia de hoje dicas e informações que ajudam a prevenir transtornos na internet e permitir uma navegação segura.


As ilustrações são do painel que foi criado para a Semana da Internet Segura e ficou em exposição no saguão do colégio desde o dia 21/08/2017 até 01/09/2017. Várias dicas estão em exposição mas uma delas merece destaque!


Não seja amigável demais!


A internet é um lugar público onde qualquer pessoa pode se tornar colega de outra. Aceitar solicitações de amigos no Facebook, por exemplo, pode parecer uma boa ideia, mas lembre-se que você pode autorizar pessoas desconhecidas a saber boa parte do que acontece na sua vida. Seus dados privados podem ser facilmente rastreados, entregando sua localização, emprego e até seu número de telefone.
Aceitar solicitações de amizade de pessoas que você não conhece ou confia põe sua reputação em risco. Por isso, o recomendado é que você filtre regularmente seus contatos no Facebook, Twitter e outras páginas de relacionamento para estar seguro. Reveja também suas configurações de privacidade em cada um desses sites.



  • Fonte: http://www.imagineseusite.com.br/dicas/41-dicas-de-como-fazer-uma-uma-navegacao-segura-na-internet.html
  • Imagens da internet